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Saturday, November 08, 2008

South Park e a vitória de Obama

A vitória saiu na madrugada de quarta, mas já ecoava nas ruas de South Park na quarta de noite. Confiram:





Aquele abraço.

Wednesday, November 05, 2008

Muita calma nessa hora.



"Chegou a hora desse Obama bronzeado mostrar seu valor", assim Arnaldo Jabor sintetizou aquilo que espera da nova gestão presidencial norte-americana. Faço minhas, com humildade é claro, as palavras dele. Nessas minhas divagações neste 5 de novembro fico dividido na euforia do encantamento que a vitória do negão gente boa tem e em um sentimento de dúvida e até contestação quanto ao oba-oba criado pela mídia, especialmente blogs e sites. Sem conhecer plataformas e projetos, muitos destes se apegam exclusivamente ao ícone criado nestes 9 meses de campanha de proporções nunca vistas antes, multiplicando comentários esperançosos e transparecendo uma expectativa de mudança no mundo nunca vista antes. Parece que o fim da era Bush e a chegada de Obama significa realmente a transição da água pro vinho. Será mesmo?

Bill Clinton, disse durante as primárias democratas: "Você pode fazer a campanha em verso, mas governar em prosa". A primeira parte foi muito bem realizada por Obama, já a segunda são outros 500. A popularidade que ele goza acaba no primeiro erro cometido em sua administração. Ele já no poder não poderá usar o escudo de sua raça para contornar críticas, como seus seguidores fizeram na sua campanha. Afinal, qualquer cidadão que questionasse sua inexperiência em cargos executivos era metralhado com o argumento "você fala assim porque ele é negro". Colocando em miúdos, votou no McCain, então é racista e retrogrado. Essa dicotomia entre bem e mal, muito bem arquitetada pela genial estrutura de comunicação da campanha do democrata camuflou as inconstâncias de Barack Obama nos debates e até as dúvidas criadas em seu projeto de governo.

Tirando a retirada imediata, mas gradual das tropas do Iraque e o investimento em novas formas de energia, os carro-chefes do seu plano de governo, dos quais sou completamente a favor (eu e mais umas 6 bilhões de pessoas), outros pontos importantes não tem uma resposta concreta do novo presidente. A solução da crise mundial? Não sabe. E como lidar com os investimentos em armas nucleares do Irã? Também não. E contornar a eterna crise no Oriente Médio? Xiiii.

Até uma comparação superficial das plataformas dele com as de McCain mostram que não havia tanta diferença. Para essa Brasila querida, a vitória do Obama pode até ser pior, devido os aumentos das barreiras protecionistas típicas dos Democratas. Ou seja, venceu a esperança, o novo ídolo, o cara que tem Twitter, o político com a cara da nova juventude americana, seja ela nerd com Iphone ou patricinha de Beverly Hills fã do Lost. Salva de Palmas. Mas vamo com calma. Em 2001, Bush, apesar de nunca ter tido sua imagem associada a mudança, nadava sobre mares de popularidade recordes e 7 anos depois sai pela porta dos fundos da Casa Branca.

Não custa nada lembrar, foram poucos os escritores que conseguiram serem bons ao mesmo tempo no verso e na prosa.

Aquele esperançoso Abraço.